‘Operação Pato Bravo’ apanha construtores
Quatro arguidos e dois milhões de euros de fraude em sede de IVA“Uma operação de grande envergadura” que envolveu 40 agentes da Direcção Central de Investigação e Combate à Corrupção e Criminalidade Económica e Financeira (DCICEF) e da DGCI em “duas dezenas de buscas simultâneas a residências de empresários e domicílios fiscais”, de acordo com comunicado emitido ontem à tarde, onde foram detectadas fraudes envolvendo reembolsos indevidos de IVA e emissões de facturas falsas.
“Milhares de facturas, livros completos e ainda em branco” foram apreendidos e detectadas sociedades fantasmas, fictícias, usadas para branquear operações com o imposto indirecto, de acordo com a Polícia Judiciária.
A maioria da fraude detectada está relacionada com a chamada “fraude de aquisição”, envolvendo facturas falsas, considerado com um crime em crescimento em Portugal. Indícios de fraude do tipo “carrossel” (ver caixa) foi detectada numa construtora a norte da Grande Lisboa, enquanto na zona de Sintra uma “sociedade de médias dimensões” está sob suspeita de “ter cometido ilícitos fiscais” com facturas falsas, de acordo com fonte da DGCI. Neste âmbito, a PJ deverá agora prosseguir investigações entre as centenas de receptores.
RUDOLFO REBÊLO DN
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