Fortunas escondem mais de 9 mil milhões em off-shores
O montante do dinheiro aplicado este ano em off-shores corresponde a 5,5% do PIB nacional e representa um crescimento de 47,4% em relação ao ano passado. Louçã diz que esta é a prova de que a crise orçamental “é uma farsa”.
O dinheiro das fortunas portuguesas colocado nos paraísos fiscais para escapar aos impostos não pára de aumentar. Só até Agosto, foram mais de nove mil milhões de euros, segundo o Banco de Portugal. Louçã diz que esta é a prova de que a crise orçamental “é uma farsa”.
“Se temos 9 mil milhões de euros que não vão pagar impostos para ‘offshores’, quer dizer que é uma farsa a grande crise orçamental do país, porque isso é mais do que o dinheiro suficiente para corrigir o excesso do défice orçamental e é por isso que não aceitamos que nos digam que não há recursos para uma melhor educação ou para reduzir as taxas moderadoras na saúde e acabar com a injustiça social em relação aos desempregados”, afirmou Louçã em declarações aos jornalistas sobre o futuro governo.
O montante do dinheiro aplicado este ano em off-shores corresponde a 5,5% do PIB nacional e revela um crescimento de 47,4% em relação a igual período do ano passado. A duplicação das aplicações enviadas para offshores entre Fevereiro e Março - de 646 milhões de euros para 1,3 mil milhões - coincide com o período do pagamento de dividendos por parte de muitas empresas.
Louçã reagiu a estes números divulgados esta quinta-feira pelo Banco de Portugal, mas também às expectativas sobre a recém-formada equipa governativa. “O que era preciso era um Governo com imensa coragem para combater essas desigualdades”, prosseguiu o coordenador bloquista, salientando que “nenhuma política consistente pode agradar a gregos e troianos”.
“As grandes respostas que o Governo tem de dar, na gestão orçamental, na justiça fiscal, na resposta aos problemas da educação ou da saúde, têm de ser respostas novas e transformadoras”, e nesse aspecto Louçã mostrou-se preocupado com “a continuidade de toda a equipa da decisão económica, financeira, orçamental e na resposta aos serviços públicos essenciais”.
Se você gostou deste post, escreva um comentário e/ou cadastre-se em nosso feed.


Comentários
Ainda não há comentários.
Escreva um Comentário